|home| |aktuell| |tips&termine| |links| |info-börse| |portuñol| |studium| |fachschaft|

-Deutsche Welle - Programa Brasileiro-
"Ciências Regionais da América Latina"

Transmitido nos dias 14 e 16 de dezembro de 1999

Ouvir com o Real Player G2 (609 kB)
Ouvir com Real Player G2
Get Real Player G2 free
Ouvir no formato MPEG3 (2.303 kB)

Ciências Regionais da América Latina

Vamos apresentar neste programa um dos cursos universitários alemães que enfoca a América Latina..

Julia Wiechmann: "Estudei dois semestres em Lisboa, um semestre no Brasil, em Fortaleza, no Ceará, fiz um estágio de três meses em Brasília, na embaixada da Alemanha, e fiz um estágio de seis semanas em Moçambique."
Jutta Wasserrab: "Eu estive 15 meses no Rio de Janeiro trabalhando numa creche. Fiquei seis meses em Lisboa, Portugal, durante os estudos e também estudei no ISEG. E depois estudei no Brasil em São Paulo. Isso foi no ano passado mais seis meses."

Julia Wiechmann e Jutta Wasserrab estudam "Ciências Regionais da América Latina", ou "Regionalwissenschaften Lateinamerika", oferecido pela Universidade de Colônia, na Alemanha. Com mais de mil estudantes, é o maior curso de graduação especializado em América Latina que há na Alemanha. Ele existe desde 1989 e consiste numa combinação interdisciplinar de quatro matérias: Literatura e Lingüística Espanhola e Portuguesa; História da América Latina e da Península Ibérica; Ciências Políticas, e ainda a disciplina de Economia.

Essa combinação de quatro áreas tão diferentes não é muito comum na Alemanha: apenas na Universidade de Münster existe um curso parecido sobre a América Latina, mas com muito menos estudantes. Todos os outros estão integrados nos currículos tradicionais. Como, por exemplo, no curso de Economia em Tübingen, ou Literatura na Universidade de Berlim.

Para muitos que freqüentam o curso, é difícil conciliar quatro disciplinas tão diferentes ao mesmo tempo. Outro fator que complica a vida dos estudantes é a falta de uma orientação mais detalhada por parte da universidade. O resultado é a taxa muito alta de desistências: mais de metade abandona o curso antes dos exames finais. Quem agüenta até o fim, garante que vale a pena: Jutta Wasserrab e Julia Wiechmann sobre as vantagens de estudar Ciências Regionais latino-americanas:

Jutta Wasserrab: "O ponto forte é que é realmente um curso interdisciplinar. Quer dizer, você não é muito especializado em uma matéria só. Você vai aprender sobre a língua, você sabe um pouco de cultura, você sabe da economia e consegue ligar todas essas áreas."
Julia Wiechmann: "Outro ponto forte do nosso curso é que nós podemos facilmente adaptar-nos a novas situações, novas tarefas e a novos trabalhos."

O professor de literatura portuguesa e brasileira, Claudius Armbruster, comenta a flexibilidade dos seus alunos:
"Em geral, eu acho que os estudantes são flexíveis e têm um interesse mais abrangente das questões em relação à América Latina e também em relação à Europa Ibérica, para assim dizer. Têm que trabalhar também um pouco mais em áreas que normalmente não se estudam juntas."

Um dos pontos comuns entre os estudantes de Ciências Regionais é que quase todos já viveram algum tempo no exterior. Muitos já antes de entrarem na faculdade. Durante o curso, quase todos fazem um ou mais estágios na América Latina. Muitos também já estudaram um ou mais semestres em universidades latino-americanas ou ibéricas.

A Universidade de Colônia facilita o intercâmbio universitário através de convênios com faculdades do Brasil, Portugal, Espanha, Argentina e México. Como, por exemplo, a Universidade Federal do Ceará e a Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da Fundação Getúlio Vargas.

Depois de formados, a economia privada recompensa tanta experiência com outras culturas, línguas e países. Segundo o professor Claudius Armbruster, os mais de 200 estudantes que já concluíram o curso foram bem recebidos no mercado de trabalho.

Uma pesquisa da Faculdade de Letras de Colônia revelou que a maioria dos formados passou a trabalhar basicamente em três áreas: Mais de um terço na administração de empresas, cerca de um quinto como jornalistas, e aproximadamente 15% em órgãos internacionais, ministérios, câmaras de comércio ou ONGs na Alemanha e no exterior.

Este foi o Espaço Livre. Apresentação de Roselaine Wandscheer e Laís Kalka
Redação Johannes Beck

BackTop


Diese Seite wurde erstellt von Johannes Beck am 10.12.1999