|
|Portuñol
16 - Übersicht|
Discordância entre o presidente da Confederação da Indústria
Alemã, Hans-Olaf Henkel,
e o presidente da BASF, Jürgen Strube, no Fórum de Negócios Mercosul-União
Européia
- As empresas alemãs estão a perder
chances de fazer negócios no Mercosul? -
Nas privatizações de empresas de telecomunicação
ou de energia no Brasil ou na Argentina quase não participaram
empresas da Alemanha. Tradicionalmente fortes nos setores de indústria
como química ou no setor automotivo, as empresas alemãs
foram ultrapassadas por suas congêneres espanhóis, portugueses
e italianos no setor de serviços.
Para o presidente da Confederação da Indústria Alemã
(BDI), Hans-Olaf Henkel, isso levou a uma perda de importância das
empresas germânicas nos países do Cone Sul da América
na década de 90.
No Fórum de Negócios Mercosul-União Européia,
Hans-Olaf Henkel explicou o porquê do declínio:
Perdemos a América Latina de vista durante a reunificação.
Não há dúvida de que muitos de nós estiveram
muito ocupados com a reconstrução da Alemanha Oriental.
Hans-Olaf Henkel salientou que não queria criticar com isso os
políticos alemães, e sim os membros da sua própria
confederação, quer dizer os vários empresários
alemães.
O presidente da Confederação da Indústria Alemã
acrescentou que, depois da queda do Muro de Berlim, a indústria
alemã se concentrou na Europa Oriental, o que agravou sua tradicional
dependência dos mercados europeus. Mas acha que a fraca presença
alemã nos setores de energia e telecomunicações tem
outra explicação: Se tivéssemos começado
há 15 em vez de 5 anos atrás com a privatização
e liberalização na Alemanha, teríamos agora muito
mais experiência. As companhias recém-privatizadas têm
dificuldades em participar das privatizações nos outros
países.
Quem não concordou com esta análise negativa foi um dos
dois presidentes do Fórum de Negócios Mercosul-União
Européia e presidente da empresa química alemã BASF,
Jürgen Strube: Temos que diferenciar um pouco entre impressão,
percepção e realidade. Aqui se trata mais de percepção.
Por exemplo, a BASF é a maior empresa química no Brasil.
Não chamaria isso uma má representação alemã
no Brasil ou no Mercosul.
Jürgen Strube disse que os investimentos de empresas alemãs
no Mercosul não eram tão visíveis porque eram feitos
através das subsidiárias nestes países.
Ele não deixou de mencionar que São Paulo é o maior
polo da indústria alemã no mundo inteiro maior até
que qualquer cidade alemã.
Johannes Beck

|Portuñol 16 - Übersicht|
Diese Seite wurde erstellt von Martin
Heiden am 21.02.2000
|