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Discordância entre o presidente da Confederação da Indústria Alemã, Hans-Olaf Henkel,
e o presidente da BASF, Jürgen Strube, no Fórum de Negócios Mercosul-União Européia

- As empresas alemãs estão a perder
chances de fazer negócios no Mercosul? -

Nas privatizações de empresas de telecomunicação ou de energia no Brasil ou na Argentina quase não participaram empresas da Alemanha. Tradicionalmente fortes nos setores de indústria como química ou no setor automotivo, as empresas alemãs foram ultrapassadas por suas congêneres espanhóis, portugueses e italianos no setor de serviços.
Para o presidente da Confederação da Indústria Alemã (BDI), Hans-Olaf Henkel, isso levou a uma perda de importância das empresas germânicas nos países do Cone Sul da América na década de 90.

No Fórum de Negócios Mercosul-União Européia, Hans-Olaf Henkel explicou o porquê do declínio:

“Perdemos a América Latina de vista durante a reunificação.

Não há dúvida de que muitos de nós estiveram muito ocupados com a reconstrução da Alemanha Oriental.”
Hans-Olaf Henkel salientou que não queria criticar com isso os políticos alemães, e sim os membros da sua própria confederação, quer dizer os vários empresários alemães.

O presidente da Confederação da Indústria Alemã acrescentou que, depois da queda do Muro de Berlim, a indústria alemã se concentrou na Europa Oriental, o que agravou sua tradicional dependência dos mercados europeus. Mas acha que a fraca presença alemã nos setores de energia e telecomunicações tem outra explicação: “Se tivéssemos começado há 15 em vez de 5 anos atrás com a privatização e liberalização na Alemanha, teríamos agora muito mais experiência. As companhias recém-privatizadas têm dificuldades em participar das privatizações nos outros países.”

Quem não concordou com esta análise negativa foi um dos dois presidentes do Fórum de Negócios Mercosul-União Européia e presidente da empresa química alemã BASF, Jürgen Strube: “Temos que diferenciar um pouco entre impressão, percepção e realidade. Aqui se trata mais de percepção. Por exemplo, a BASF é a maior empresa química no Brasil. Não chamaria isso uma má representação alemã no Brasil ou no Mercosul.”

Jürgen Strube disse que os investimentos de empresas alemãs no Mercosul não eram tão visíveis porque eram feitos através das subsidiárias nestes países.

Ele não deixou de mencionar que São Paulo é o maior polo da indústria alemã no mundo inteiro – maior até que qualquer cidade alemã.

Johannes Beck


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Diese Seite wurde erstellt von Martin Heiden am 21.02.2000